9 de março de 2011

Sem medidas, comparações. Só sentimento.

Há algum tempo, uma garota, acreditava que sentimentos não passavam de intensidades, inclusive aquele que chamamos de amor. Entendia que, com o tempo o amor perdia a intensidade, mas que permanecia ali, em algum lugar do coração, intacto. No entanto, com o passar dos anos, assim com vários outros conceitos, este também foi adaptado para outra realidade. Para uma realidade que nem imaginava que existia.

Tudo começou depois de uma pequena fase.  A fase “mal amada”, quando tudo era feito somente na base da razão, onde ninguém era bom o bastante para amar.
Completava os teus 17 anos quando, finalmente entendeu que não existia por completa sem estar amando, ou apaixonada por algo, ou alguém. Era fato que razão não pertencia, nem nunca iria permanecer por muito tempo com ela.

E é aqui que entra o príncipe loiro, de olhos verdes da história. Na realidade, não importa como é que ele entrou na vida dessa menina, se foi a pé, de carro, a cavalo, ou de bicicleta... O que realmente importa são as mudanças que ocorreram na vida dessa menina, depois de poucas palavras trocadas, e poucos minutos olhando aquele sorriso, e o olhar encantador que passava toda a segurança do mundo.

Foi por de tê-lo conhecido, que seu conceito sobre sentimentos e intensidades do amor começou a mudar. Porque agora quando a garota pensa em amor, não se lembra dos outros meninos que pensava estar completamente apaixonada, e nem mede a intensidade do amor que sentir por cada um deles.

7 de fevereiro de 2011

Retrospectiva.

Desculpem a ausência, mas a felicidade me tomou conta e me deixou completamente sem tempo. 
Vai aqui, a minha retrospectiva de 2010 um tanto atrasada:






Meados de dezembro, época de fazer retrospectivas e de deixar no papel as esperanças para o próximo ano. Confesso que nunca fui de anotar tudo isso, mas este ano foi e ainda está sendo um ano diferente, por tanto estou me permitindo fazer a minha retrospectiva.
Todos nós temos um pedido principal, aquele que a gente realmente quer que aconteça. Uns querem um novo amor, outros querem um bilhete premiado enfim, os pedidos são os mais diversos possíveis, o meu era comum, só queria assim como todos os outros vestibulandos, conseguir entrar para uma faculdade boa para os seus respectivos cursos. Eu consegui! Alguns amigos meus, também conseguiram e eu estou realmente muito alegre por isso.
Fazer o tal do vestibular, apesar da tensão que passei depois de fazer a prova, foi bem bacana, afinal foi ótimo conhecer aquela pessoa especial um dia antes da prova. Não pedi um novo amor na vira pra 2010, mas o amor chegou junto com “a minha vida universitária”, sabe o que eu desejo agora? Que tudo isso continue, e que nos faça muito felizes. Pois é, quem diria... A paixão bateu em minha porta.
Os acontecimentos foram diversos, conheci pessoas, convivi um pouco mais com algumas, deixei de conviver com outras, mas no fim tudo foi ótimo, valeu o esforço, valeram os estudos, valeu à química, a física, valeu à geografia filosofada da sociologia, a gramática, as redações, a beleza da matemática. Valeram também todos os movimentos executados, e a simpatia da felicidade.

6 de novembro de 2010

Entrevista.

Estava vendo os meus arquivos, e encontrei um texto inacabado, sobre uma entrevista que vi há um tempo atrás, resolvi terminá-lo e agora está aqui. Espero que gostem! 

Consumida pela insônia que persistiu durante todo o mês de julho, liguei a televisão e como de costume passava o programa comandado por um gordinho simpático, (fãs do Faustão poderiam se confundir, mas como diria o comediante Rafael Bastos, ele está muito parecido com um mini-craque da copa agora, então não haverá confusão. É do Jô Soares de quem estou falando).

Alexander Libermanm, polonês, setenta e dois anos, órfão de pai e mãe, carente de irmãos, contava gentilmente sobre a infância que perdera em meados dos anos quarenta. Não quero enfatizar a infância sofrida de Alexander, afinal, somos consequência de uma geração exausta dessa violência absurda.

Destaco apenas, o sorriso que permaneceu no rosto do polonês, durante toda a entrevista, e a maneira como dizia abertamente, mesmo emocionado, sobre as vezes que viu seus familiares e amigos, sob tortura dos militares de Adolf Hitler.

Confesso, tive uma vontade enorme de gastar horas da minha noite conversando com aquele homem, e no fim da conversar roubar um abraço e fazer perguntas do tipo, “como consegue sorrir sempre, depois de tudo o que ocorreu?” e “você gostaria de ser meu avô?”. Parece estranho, mas quando vi Alexander dando sua entrevista, eu senti um carinho tão inexplicável, minha vontade era de conseguir entender a felicidade que ele sentia, só por estar vivo. Mas infelizmente, ou felizmente, quem sabe? Eu não entendi.

20 de setembro de 2010

A carta.

Demorei muito para postar aqui, peço desculpas, mas eu estou realmente sem tempo pra nada. Nem para estudar para o maldito vestibular eu to tendo tempo, mas vamos lá...
Esta é uma carta fictícia, foi um tema sugerido pelo meu professor de redação, na verdade o tema era livre, a obrigação era só escrever uma carta. Então, como hoje eu estava bem inspirada fiz uma bem bonitinha, (pelo menos foi o que eu achei). Espero que gostem!

Angatuba, 20 de setembro de 2010

Querido Vinicius,

Sei que nossas conversas foram extintas há muito tempo, creio que seja tarde demais para responder a sua última carta, mas ando com tantas saudades, que resolvi quebrar o enorme muro que me impedia de te escrever. Agora estou livre para não confundir sentimentos ternos de amizade, com uma terrível paixão inexistente.

Tenho boas novidades meu amigo, tão boas que até desacredito, (sabe guardo em mim, um pouco de seu pessimismo). Acabei de voltar de uma longa viagem pela Europa, foi demais! Lembra dos meus planos? Fiz todos os cursos que podia, vi o coliseu, entrei na minha tão querida torre de pisa. Ah Londres! Tão linda... E não é que acabei encontrando um  companheiro para as minhas loucuras? Um italiano muito simpático, Sollitto seu sobrenome, voltou comigo e agora está passando os meus últimos dias de férias aqui. Estou bem mais feliz agora. Mas já disse muito sobre mim, quero saber de você, dos teus planos, dos teus sonhos, da tua vida, se é que me permite saber.

Espero que me responda, sinto mesmo a sua falta meu amigo.

Um abraço apertado, e minhas mais que sinceras desculpas.
   
                                                 A sua amiga que te adora,
                                                                 Andressa.

20 de julho de 2010

Seis coisas.

Como havia prometido, hoje vou postar seis coisas que vocês não sabem sobre mim. Não vou indicar ninguém para a brincadeira, porque pelo que eu vi a maioria delas já fizeram, então vamos lá.

1- Sou bem pequena pra minha idade, não passo de 1,60 de altura. Gosto do meu tamanho, não me incomoda acho até engraçadinho ser uma miniatura. Eunãosouanã u_u
2- Ultimo ano do ensino médio, confesso que estou morrendo de medo do que me espera!
3- Moro no interior, minha cidade deve de ter uns 25 mil habitantes, não tem nada de muito interessante por aqui, mas é meu doce lar e apesar de reclamar, gosto daqui.
4- Pretendo fazer faculdade de dança . Dançar é a minha grande paixão e ballet é o meu grande amor.
5- Tenho um irmão bem chato, meus pais são os melhores. A parcela de admiração que tenho por eles é enorme. Minha base.
6- Não sei mais o que contar, tenho 16 anos. Mês que vem 17, mas não me animo muito com isso. Eu sou meio grossa as vezes mais não é por querer. (Acho que essa seria a sétima coisa).

Bom, isso é tudo. Nada demais, coisas normais de uma adolescente que está perdendo a parte bobinha dela. Até o próximo post!
BEIJOS:*

9 de julho de 2010

Paura.

Todas as vezes que penso demais, tenho uma imensa vontade de voltar à infância. Pode ser saudade, ou vontade de brincar um pouco mais e de pensar um pouco menos. Creio que não penso em todas as coisas possíveis, na maioria das vezes meus pensamentos estão cheios de romances que não deram certo, de frases e de cenas que poderiam ser prolongadas e ditas. Enfim, pensamentos fúteis demais para um mundo tão complexo.

Jamais me culparei por ter tanta futilidade ocupando minha mente, pois tenho total consciência que aos poucos, esses pensamentos fúteis estão me abandonando e sendo substituídos, por outros que parecem serem mais úteis.

Certa responsabilidade está chegando. O medo, que antes estava escondido em algum lugar aqui dentro, agora está fervendo e querendo transbordar e a única razão pela qual tenho vontade de voltar à infância, é apenas uma: Medo, que minha “paura” transborde.

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Paura: Medo em italiano
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A Vicky D. indicou o meu blog e me sugeriu uma brincadeira bem legal. No próximo post vou escrever seis coisas sobre mim que as pessoas muito provavelmente  sabem.

26 de junho de 2010

Saudade (?)

Quando pequena desconhecia completamente a saudade, talvez sentisse falta, mas por não saber os verdadeiros significados das palavras seu sentimento permanecia mudo dentro de si. Passou se um longo tempo, cujos minutos não se importavam com a falta de conhecimento sobre algumas verdades. Sorria sempre, achando que as lágrimas só viriam como conseqüência de um machucado físico. Foi no meio, desse longo tempo que encontrou sou primeiro amor.

Um tanto mais velho que ela, não tão bonito, mas real e completamente diferente das suas antigas paixões platônica. Com ele, depois de muitos beijos, abraços, risadas e conversas jogadas fora, que descobriu o significado da saudade. Aprendeu que a saudade podia ser ruim e doer, ser boa e não doer nada, ou podia ser simples: durar e passar.

A princípio, depois de uma série de acontecimentos que agora se recusa a lembrar, pensou que a saudade existia, permanecia e doía como nenhum machucado físico era capaz de doer. Só no fim, conseguiu entender que, rápido, ou não, a dor que caminha junto com a saudade, passa.

É claro que a menina não ficou apenas na primeira experiência amorosa, se sentia forte o bastante para talvez se deparar com um grande muro, por muitas e muitas vezes.  Apaixonou-se uma, ou duas vezes mais, e de todas essas, sentiu algo tão exagerado, que no fim dessas estórias acabou compreendendo que nunca conheceu a paixão, apenas um grande sentimento de amizade, por todos eles.

E foi assim, com o tempo corrido, do ponteiro dos segundos do relógio, que sentiu as diferentes intensidades que a saudade poderia lhe oferecer.